O Lobby da Submissão e a Participação Estrangeira na Campanha do Desarmamento Civil Brasileiro

Os defensores do desarmamento civil adoram falar do lobby das armas. Esse lobby envolve um movimento ‘grassroots’--como este site por exemplo, bancado inteiramente pelo seu editor--e, de acordo com um artigo da Marta Salomon (Folha de São Paulo, 6/6/03), a indústria bélica brasileira, que ano passado gastou R$ 568 mil para eleger 13 deputados federais de vários partidos e na campanha do PPS.

Em luz da quantia acima, é curioso que não se fale do lobby da submissão nem da participação estrangeira nela. O Viva Rio, por exemplo, na seção ‘Prestação de Contas’ do seu site, declara que recebeu, somente em 2002, R$ 3.972.254 de seus ‘parceiros financeiros’ para gastos na área de ‘Segurança Pública e Direitos Humanos’--leia-se, campanha do desarmamento civil. Isso é quase oito vezes mais do que o montante gasto pela indústria bélica brasileira no mesmo ano. Agora, notável mesmo é a origem desse dinheiro: R$2.415.135, ou 61% do montante, veio de fora do Brasil. Só o governo Britânico doou mais de um milhão de reais (R$1.065.141). Esta prestação de contas é prova incontestável de um sério envolvimento estrangeiro no programa de desarmamento da população civil brasileira.

Lembre-se o caro leitor que as quantias do Viva Rio são uma fração do valor gasto pelo lobby da submissão se levarmos em consideração o valor dos editoriais e das reportagens grosseiramente tendenciosas--por certas redes de rádio, televisão e jornal--favorecendo o desarmamento dos brasileiros honestos.

Abaixo segue uma cópia da página do próprio site do Vivo Rio sobre a prestação de contas de 2002. O link para a página é:
http://www.vivario.org.br/prestacaodecontas/relatorio2002/relpag42.htm

Prestação de Contas sobre 2003: Doações Internacionais Aumentam 64%

A prestação de contas do Viva Rio--entidade que lidera o desarmamento civil no Brasil em parceria com a Globo--sobre o ano de 2003 mostra que o total de doações internacionais para a entidade aumentou 64% em um ano, de $4.794.797 para $7.861.849. O segundo maior doador, com $1.737.445, é um órgão do governo britânico: Department for International Development (A prestação de contas descreve o doador como "DFID" somente. Em 2002 o governo britânico doou mais de um milhão de reais). As doações estrangeiras em 2003 representaram 46% do faturamento do Viva Rio, versus 27% em 2002. Ao contrário do ano passado, este ano a prestação de contas não explica como o dinheiro estrangeiro foi gasto. Em 2002 o Viva Rio gastou 83% das doações estrangeiras ($3.972.254) em campanhas para desarmar os brasileiros (leia-se "Segurança Pública e Direitos Humanos" na prestação de contas).

Uma pena os jornais brasileiros estarem acobertando este escândalo.


Prestação de Contas Sobre 2002:




Prestação de Contas Sobre 2003:


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