Observações sobre o projeto de lei do F.H.

O projeto de lei do F.H. (freundlicher Hitler) é o pior cenário que o proprietário legal de armas no Brasil poderia vislumbrar: confisco completo, de todas as armas de todos aqueles que não são membros do governo, exceto empresas de segurança (mais sobre esta exceção abaixo). F.H. quer que você, cidadão honesto, dê o exemplo pra acabar com a violência, mas não conte com o exemplo dele. Afinal de contas, ele é o presidente, um sujeito importante pra nação. E você? Ora, você só é importante na hora das eleições, quando o seu voto é necessário pra eleger um F.H.. Após o voto, você é o aterro pra umas das maiores obras de engenharia social de todos os tempos, e não se surpreenda se você terminar sete palmos debaixo de terra.

F.H. não foi nem capaz de deixar o próximo governo dar o bote naqueles que acreditaram no registro nacional. Ele propôs o registro e agora ele propõe o confisco. O projeto de lei do F.H. não só proîbe a venda de armas no futuro, como também confisca todas as armas registradas. Isso não é só um tapa na cara de quem acreditou no registro; é um cuspe, um soco e um ponta pé. Os que não acreditaram estão sendo premiados. O projeto cria exceção pra políticos, militares, membros do governo e companhias de segurança. Porque a exceção das companhias? Ora, como irá o Roberto Marinho se defender de sequestros? É preciso dar o retorno aos milionários que ajudaram na campanha do desarmamento. Quem tem Globo tem tudo, incluindo proteção armada num país onde os civis não podem ter armas. Ou seja, os governantes e mílionarios continuarão armados. Mas nós, camponeses, não. Nós temos de contribuir para a paz ficando a merce dos ladrões, assassinos, estupradores e sequestradores.

A nova lei confiscaria as armas pagando valor determinado por decreto, sendo que o primeiro valor divulgado pela imprensa foi de $150 reais. Todos os donos de armas já devem estar se sentindo violados, incluindo donos de espingardas de cartucho de 10 mil dólares e colecionadores que investiram incálculavel tempo e dinheiro recuperando armas. Se existe um grau mínimo de justiça no Brasil, o governo deveria pelo menos pagar o valor correto pela propriedade tomada. Talvez a única saída seja gastar uma fábula com advogados pra tentar reaver parte do valioso patrimônio. Agora, mais valiosa ainda é a lição dada: não confie neste governo de ladrões! Nunca. Sodomia não é pra qualquer um.

O proprietário de armas que corre uma maratona kafkaniana pra dar alguns tiros no estande uma vez por mês talvez se pergunte porque o governo não vai atrás dos bandidos armados. Aí entra o caráter covarde do presidente. Este sujeito prefere ir atrás do cidadão de bem ao invés de perseguir os bandidos armados. É como pescar num barril. Pra um covarde, faz muito bem, pois afinal perseguir bandido não é fácil. Se o governo quer dar a impressão de que está fazendo algo, nada mais fácil que correr atrás do cidadão honesto. Estes obviamente não oferecerão qualquer resistência, principalemente porque o governo sabe exatamente quem eles são, onde eles moram e quais armas que eles possuem. Em relação aos bandidos, o governo não sabe nada, incluindo como enfrentá-los.

O cidadão honesto agora está num beco sem saída. Estando desarmando, ele será um pato. Estando armado ilegalmente, ele terminará preso após um confronto. E será preso com o bandido ou com os tristes amiguinhos dele, caso o bandido esteja morto. Parabéns, Freundlicher Hitler! Isto sim é justiça.

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